A ANSIEDADE – Uma Doença Adoecedora: Depressão


SÉRIE:

A ANSIEDADE – uma doença adoecedora:

Depressão

Por Fernanda Abreu

Psicóloga CRP 04/36407

Hipnoterapeuta Ericksoniana

A depressão é uma doença com diversas causas possíveis, com grande impacto no humor do paciente, causando instabilidade no comportamento e consequentes prejuízos na condução da vida pessoal e profissional. Seja resultado de alterações nos campos biológico (por alterações químicas no cérebro do indivíduo, por questões individuais ou genéticas) ou psicológico, essa doença pode se manifestar após um trauma, em pessoas com alguma predisposição.

Angústia; apatia; baixa autoestima; desinteresse em atividades que, anteriormente, eram importantes, agradáveis e traziam alegria; tristeza profunda e persistente; sentimento permanente de culpa; pensamentos obsessivos (morte, ideações suicidas) são alguns dos difíceis sintomas da depressão, um transtorno mental crônico que pode ser diagnosticado em intensidade leve, moderada ou grave.

Mas, afinal de contas, qual é a relação entre a ansiedade e a depressão?

Tratamos nos textos anteriores desta série sobre possíveis causas e sintomas da ansiedade crônica. O estresse, por exemplo, pode desencadear um quadro de ansiedade patológica que, não tratada, costuma evoluir para a depressão. O raciocínio contrário também se aplica, um paciente depressivo, sem ajuda especializada, não raro, apresenta características do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), por exemplo. E, quando há uma situação de associação entre as doenças, a condição do paciente é mais grave, e os sintomas mais intensos. Entendamos: quando há. Não necessariamente a depressão e a ansiedade acometem o paciente ao mesmo tempo, mas a presença de uma pode significar predisponência ou estímulo para a outra.

O paciente depressivo é angustiado e, na ânsia de não sentir mais essa aflição, pode provocar uma ansiedade crônica. A preocupação excessiva que assola o ansioso tem potencial para gerar angústia, pensamentos e comportamentos obsessivos e o paciente pode desenvolver depressão, numa espécie de resposta ao cansaço causado por essa situação que parece não cessar jamais.

Transtornos mentais crônicos e os sintomas no corpo: 

Os transtornos da mente não causam apenas sintomas psicológicos, podem se manifestar também no corpo físico. É claro que cada paciente precisa ser respeitado na sua individualidade, incluindo o grau de progressão da doença, mas é possível listar algumas ocorrências mais comuns.

Antes disso, vamos a uma informação importante: quando sintomas são apresentados em textos como este, a intenção é a de alertar as pessoas que reconhecem dois ou três deles no seu dia a dia sobre a importância de buscarem ajuda especializada. Jamais podemos nos autodiagnosticar e, muito menos, procurar meios de nos automedicar. Existem profissionais gabaritados, tanto na rede pública quanto na rede privada, prontos para acolher, conduzir os processos terapêuticos diversos e adequados a cada caso.

Na Ansiedade:

Aumento da velocidade dos batimentos cardíacos, acompanhado de dor no peito;

Cansaço e dor muscular;

Excesso ou perda de apetite;

Formigamentos;

Falta de ar, principalmente durante as crises de pânico;

Perda repentina de cabelo;

Problemas no sistema gastrointestinal, enjoos;

Suor excessivo;

Tontura, náuseas, tremores pelo corpo.

Na Depressão:

Alterações do apetite;

Alterações dos ciclos do sono;

Cansaço acentuado, persistente e sem causa aparente;

Diminuição ou perda do desejo sexual;

Dores crônicas pelo corpo;

Movimentos físicos involuntários e injustificados como, por exemplo, fechar a mão com força, pressionando-a com as unhas; morder os lábios; demonstrando insegurança, insatisfação, nervosismo;

Problemas gastrointestinais;

Sensação de aperto e dor no peito;

Sensação de fraqueza do corpo.

Como se pode observar, investigações detalhadas da situação real de saúde do paciente, diagnóstico precoce e tratamento adequado proporcionam estabilização ou regressão dos quadros patológicos e mais qualidade de vida não só para o assistido como para toda a sua família. Procure profissionais que sejam da sua confiança e cuide da sua saúde mental.

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