A ANSIEDADE – uma doença adoecedora: Síndrome do pânico

SÉRIE:

A ANSIEDADE – uma doença adoecedora:

Síndrome do pânico

Por Fernanda Abreu

Psicóloga CRP 04/36407

Hipnoterapeuta Ericksoniana

Já sabemos que a ansiedade, quando desequilibrada, é um distúrbio da saúde mental, cujo agravamento pode desencadear novas doenças como a síndrome do pânico, o estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo (uso de drogas, álcool, excesso de comida), depressão e o desenvolvimento de fobias.

A síndrome do pânico é uma das principais ocorrências entre os transtornos psicológicos e os distúrbios de ansiedade. As crises inesperadas e frequentes auxiliam no diagnóstico da síndrome, além de uma série de outros indicativos físicos e psicológicos que serão mencionados a seguir.

A pessoa acometida da síndrome do pânico se apresenta em estado permanente de alerta, ameaçada, como se estivesse correndo algum risco muito grave, o tempo todo, sem que haja indício real de problema. As atividades rotineiras ficam prejudicadas, o sono costuma desaparecer, diante de uma preocupação constante, interminável.

As causas da Síndrome do Pânico ainda não são listadas com clareza pela Ciência, mas alguns fatores capazes de influenciar o desenvolvimento da doença são conhecidos: a predisposição genética e o temperamento associados à idade (manifestação mais comum a partir dos 30 anos) e ao sexo (afetando mais mulheres que homens). Assim, é possível concluir que determinado grupo de pessoas está mais sensível aos gatilhos desencadeadores de crises:

  • Desejo de estar no controle das situações;
  • Episódios traumáticos, muito estressantes;
  • Expectativas muito altas frustradas;
  • Mudanças intensas e inesperadas;
  • Ocupações que demandem muita responsabilidade e desempenhadas sob pressão;
  • Resistência para mudar de opinião, aceitar que se está errado;
  • Sentimentos represados.

Conversar sobre perfis mais suscetíveis a determinadas doenças da mente ajuda na avaliação de sintomas que, muitas vezes, são sentidos no corpo físico. Pelo menos alerta para o fato de que a causa de uma enfermidade pode estar ligada à saúde mental e que somente uma investigação urgente e ampla poderá garantir tratamento eficaz.

Em tempos de pandemia, por exemplo, há muitos relatos de pessoas que foram ao pronto-socorro queixando-se de falta de ar e certos de que estavam com Covid-19, quando, na verdade, enfrentavam uma crise de pânico. Vamos desmembrar essas informações:

  • Os tempos turbulentos que estamos vivendo têm deixado o nosso emocional muito fragilizado, perturbado pelo medo da nossa morte e dos nossos. É natural que tenhamos dificuldade para nos mantermos equilibrados e para entendermos os sinais emitidos pela cabeça e pelo corpo;
  • Caso o paciente tivesse, a partir do surgimento de determinados sintomas e antes da falta de ar (indício forte da infecção pelo Coronavírus para o qual a recomendação mais atual é a de se busque, mediante manifestação, assistência médica urgente), procurado ajuda psicológica poderia estar entendendo melhor o seu organismo e saberia dispor de ferramentas para se acalmar, sem a necessidade de exposição em um ambiente hospitalar.

“Na COVID-19 a ansiedade é constante. A ansiedade do quadro psiquiátrico é intermitente, ela aparece e some – mesmo que dure um tempo prolongado entre 2h a 3h”, compara o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva. “No caso da COVID-19, não. Inclusive, é um momento de urgência no qual se deve procurar o sistema de saúde”, alerta. (Trecho da fala do psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em entrevista concedida à CNN, em 9 de abril de 2020).

Sobre a Síndrome do pânico no corpo, veja alguns dos possíveis indícios:

  • Aceleração do ritmo cardíaco;
  • Dores no peito ou no tórax;
  • Enjoo, ânsia de vômito, dor abdominal;
  • Falta de ar, sensação de sufocamento;
  • Formigamentos;
  • Suor intenso como resultado dos calafrios ou das ondas de calor;
  • Tontura, perda do equilíbrio;
  • Tremores.

Atenção para os sintomas psicológicos:

  • Angústia, aflição;
  • Medo da morte, de uma nova crise, de perder o controle;
  • Sensação de transtorno, bloqueio mental;
  • Sensação de se estar sob ameaça;
  • Ansiedade persistente.

Existem protocolos adequados para as nossas lutas contra cada patologia que, porventura, vier a nos acometer. Tenhamos bom ânimo e coragem para pedir e aceitar ajuda. Inclusive, vale reforçar: ajuda sempre há. Caso queira conversar mais sobre a Síndrome do pânico, faça contato comigo. Juntos podemos traçar novos começos para a sua vida.

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