QUANDO DEVO PROCURAR UM PSICÓLOGO?

Por Fernanda Abreu

Psicóloga CRP 04/36407

Hipnoterapeuta Ericksoniana

Pautas em saúde mental têm ganhado relevância dia após dia, e com a ajuda das mídias digitais, se tornaram uma importante ferramenta de promoção à qualidade de vida e bem-estar. Relatos de pessoas famosas ou com certa influência sobre suas experiências nos mostram que a necessidade de um acompanhamento com profissional é uma realidade universal, que independe de status, condição financeira, religião, sexo e outros fatores. 

No entanto, mesmo com o aumento na procura pelos cuidados com a saúde mental que temos visto nos últimos anos, a terapia é ainda um tabu para muitas pessoas. Seja por vergonha, pela correria das rotinas aceleradas, por medo, falta de informação, crenças limitantes, ou ainda por acreditar que não precisa de um profissional especializado, grande parte dos indivíduos não dão a devida atenção aos seus sentimentos, inquietações, frustrações e traumas. 

O ponto de partida para buscar ajuda psicológica deve sempre seguir o princípio de querer entender e lidar melhor com as emoções e preocupações, com foco em melhorar a sua qualidade de vida. Entretanto, alguns sinais mais específicos podem indicar a necessidade da terapia e, por isso, merecem uma atenção maior, principalmente se têm provocado alto nível de angústia, por longos períodos. São eles:

1. Emoções acaloradas e intensas: é completamente comum se sentir triste, nervoso ou irritado diante de determinadas situações. Apesar disso, a intensidade e a frequência desses sentimentos precisam ser avaliadas, especialmente se estão causando danos ou certo tipo de paralisia no cotidiano.

2. Pensamento fixo em traumas, de forma que, mesmo depois de um determinado tempo, você percebe que não consegue parar de pensar no ocorrido.

3. Desmotivação recorrente, ao ponto de se sentir cada vez mais triste e desconectado das pessoas e dos acontecimentos, sem qualquer interesse pelas relações, pelo trabalho e até mesmo por atividades que antes gostava.

4. Variação de humor brusca e recorrente, quando num mesmo dia você se encontra muito feliz e momentos depois, ou no outro dia, fica extremamente triste, com pensamentos isolados. 

5. Baixo rendimento, que também pode vir em consequência da desmotivação e falta de interesse e acaba interferindo na vida profissional e pessoal.  

6. Dificuldade nas relações, seja com o parceiro ou parceira, com os filhos, a família, os colegas de trabalho… Brigas cada vez mais frequentes que desgastam e esgotam a comunicação. 

Muitas vezes, a busca pela ajuda especializada só acontece quando a situação já está bastante grave, afetando outros aspectos da vida, inclusive a saúde física, o trabalho, a relação com a família e o parceiro ou parceira. Mas a verdade é que a consulta com o psicólogo ou psicóloga vai muito além de auxiliar no tratamento de algum transtorno diagnosticado ou problema emocional aparente. 

A terapia pode ser um divisor de águas para aqueles que desejam se autoconhecer e conquistar o equilíbrio em qualquer campo, tanto pessoal, como profissional. Sua atuação se aplica também na prevenção e promoção de mecanismos de autodefesa, de autoconsciência. 

Uma forma potente, orientada por um especialista qualificado, de auxiliar os indivíduos a encontrarem dentro de si as respostas que procuram, a reconhecerem seus valores e princípios, a identificarem seus pontos fortes e fracos, gatilhos emocionais, entre outras questões. 

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