17/11
Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata /
Novembro Azul
Por Fernanda Abreu
Psicóloga CRP 04/36407
Hipnoterapeuta
– Homem não chora;
– Mulher, criança e idoso é que precisam de médico;
– Isso é frescura, bora tomar uma que passa;
– Esse aí adora fazer o exame de próstata…
Eu sei que para algumas pessoas essas frases soaram como discursos até medievais; outras leram ouvindo mentalmente a voz do pai ou do avô, de um amigo.
Iniciei essa conversa com alguns clichês masculinos para que possamos refletir juntos sobre o quanto eles são escravizantes e nocivos. Os homens são preparados culturalmente para serem fortes, imbatíveis, inatingíveis, protetores. A parte adoecedora desse processo está no fato de haver uma cobrança muito grande para que se mereça os adjetivos que acabei de listar. Assim sendo: precisar de ajuda depõem contra a masculinidade; buscar apoio para lidar com as próprias vulnerabilidades acaba sendo uma vergonha.
Para os que ainda não conseguiram ver uma lógica no paralelo (cultura x câncer de próstata) que tracei, peço eu observem que, segundo o site significados.com.br, “cultura é compreendida como os comportamentos, tradições e conhecimentos de um determinado grupo social; uma rede de compartilhamento de símbolos, significados e valores de um grupo ou sociedade”. Na aplicação dessa espécie de herança de jeito de ver o mundo, pensemos nas seguintes questões:
- As mulheres somos associadas (e aprisionadas, mas, isso é um tema para outro dia) aos sentimentos. Os homens à força e à ação;
- As mulheres somos educadas a, já na adolescência, confiarmos as nossas dúvidas referentes ao desenvolvimento do corpo à ginecologia, à dermatologia… Os homens, normalmente, não recebem estímulos para entender o quanto é importante receber apoio especializado para passar por suas fases de crescimento, de mudanças no corpo, de dúvidas;
- As mulheres somos submetidas a muitos exames clínicos e laboratoriais, ao longo das nossas jornadas. Os homens são bombardeados por toda sorte de piadas e gracejos inconvenientes e vexatórios quando precisam realizar um exame de próstata que pode garantir um diagnóstico precoce e um tratamento com mais chance de cura.
O enfrentamento de um câncer passa pela prevenção e pelo acompanhamento médico periódico; a cura passa pelas intervenções mais ágeis e acertadas. Não há tempo a perder. Não há vida a perder. É por isso que faço questão de unir forças ao movimento Novembro Azul, especialmente hoje, no Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, para que a conscientização da população masculina deixe de ser o maior entrave na manutenção da saúde desse grupo.
Precisamos que o preconceito seja duramente combatido e também, precisamos nos esforçar para deixar um legado cultural mais saudável para o físico e a mente dos nossos filhos. Caso esteja se sentindo vulnerável diante de um diagnóstico ou de uma notícia indesejada, grave, saiba que há muitas terapêuticas capazes de ajudar o seu ser integral a se reestruturar emocionalmente, proporcionado inúmeros e importantes benefícios físicos. Gostaria de conhecer mais sobre essas terapias? Faça contato comigo. Estarei a postos para auxiliá-lo em sua jornada de autoconhecimento e de reconexão com a vida e com a saúde.



