Por Fernanda Abreu
Psicóloga CRP 04/36407
Hipnoterapeuta Ericksoniana
Somos culturalmente preparados para dar apoio ao outro, trabalhando a nossa mente e vibrações, com muito otimismo (e fé), para eliminarem a possibilidade de um diagnóstico ruim. Mas, e quando o diagnóstico é comprovadamente aquele que tememos? E quando somos nós os protagonistas de uma notícia difícil, assustadora? Como é que faz com a saúde mental?
Estamos no Outubro Rosa, uma campanha que tem como objetivo alertar para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado no enfrentamento do câncer de mama. Esses alertas são muito necessários uma vez que, em grande parte dos casos, é a paciente que consegue observar alterações em sua região mamária e inicia, a partir de então, uma jornada de busca por acolhimento e intervenções médicas que possam salvar-lhe a vida.
É importante que se diga que existe uma série de bons hábitos que podem reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de mama, dentre os quais estão: manter-se fisicamente ativa, no peso corporal adequado; não fumar; não consumir bebida alcoólica; amamentar o seu bebê pelo máximo de tempo possível; conhecer o próprio corpo e realizar consultas e exames preventivos com a regularidade indicada pelo médico. E existe um aliado declarado da cura: o diagnóstico precoce.
Eu sei que quando estamos diante de problemas muito graves, inesperados, que colocam o nosso bem-estar, segurança e vida em risco, o desespero já se apresenta como uma companhia extremante tóxica para a nossa imunidade psicológica.
A mente tem uma responsabilidade incalculável no bom funcionamento do nosso corpo e quando ela não vai bem, as implicações são severas no nosso poder de reação, de resposta ao que se apresenta como ameaça. O resultado disso, na prática, é que o emocional acaba se tornando um risco adicional àquele que precisamos vencer oficialmente e pode ocasionar complicações na doença que se instalou no corpo físico.
A depressão costuma interferir no entusiasmo pela vida, gerando uma espécie de autoabandono. Não se encontra razão de ser para se seguir um tratamento, para se fazer uso dos medicamentos receitados, para comer bem, para praticar exercícios físicos e intelectuais, para desejar a melhora.
A ansiedade persistente também tem impacto na saúde do corpo. Assim, o paciente que não busca a ajuda psicológica como parte do tratamento contra o câncer pode viver tempos agravados de mal-estar, de tristeza, de medo e de inseguranças.
Notícias como um diagnóstico positivo de câncer podem ser traumáticas e os pacientes merecem acolhimento para entenderem melhor o que estão passando, os seus sentimentos e emoções; para não se sentirem solitários na luta pela qual passarão; para não se revoltarem e para aceitarem a realidade, sem perder de vista o apreço pela vida.
E é sempre bom lembrar: toda ajuda é muito bem-vinda. Fortalecer vínculos afetivos, exercitar a espiritualidade são outras formas de se dizer que um diagnóstico não é uma sentença e que pode ser a oportunidade de um feliz recomeço.
Caso esteja se sentindo vulnerável diante de um diagnóstico ou de uma notícia indesejada, grave, saiba que há muitas terapêuticas capazes de ajudar o seu ser integral a se reestruturar emocionalmente, proporcionado inúmeros e importantes benefícios físicos. Gostaria de conhecer mais sobre essas terapias? Faça contato comigo. Estarei a postos para auxiliá-la em sua jornada de autoconhecimento e de reconexão com a vida e com a saúde.



