15 de outubro
Dia do professor
Por Fernanda Abreu
Psicóloga CRP 04/36407
Hipnoterapeuta Ericksoniana
Professores e professoras são personagens importantíssimas da nossa história, são referências de comportamento, de educação formal e não formal também.
Quando buscamos as nossas memórias de infância, adolescência, somos inundados por lembranças de como os mais amorosos nos acolhiam para ensinar; de como os mais engraçados nos ajudavam a não sentir o peso das matérias complicadas; de como os mais enérgicos faziam com que descobríssemos que podíamos ir além. Os contadores de histórias nos emocionavam; os que superaram dificuldades, dores, nos inspiravam…
Crianças, não nos cansávamos de observar os professores, como eles conversavam entre eles; como respondiam nas situações em que eram desafiados. Também não nos cansávamos de nos impressionar com tanto conhecimento, com a criatividade, com as vidas dedicadas a cuidar de nós. Queríamos estar sempre perto deles.
Adolescentes, muitas vezes, vimos naquelas figuras de doce autoridade os nossos primeiros grandes amores. Outras vezes, grandes temores! Mas, mesmo as experiências não tão belas, não tão suaves, em alguma medida nos ajudaram porque possibilitaram que descobríssemos mais sobre nós mesmos. Que identificássemos fatores que impactam na nossa leitura de mundo, na consolidação dos nossos desejos, dos nossos medos, limites e das nossas escolhas.
Adultos, já éramos capazes de mensurar, ou pelo menos de supor, quanto trabalho é preciso para se sustentar mestre na arte de ensinar; o quanto provavelmente foi necessário abdicar da própria vida para investir em pesquisas, em produção de textos, em palestras, vídeos e outros materiais que servem de consulta para aqueles que têm sede de conhecimento. Muitos professores se tornaram ídolos, amigos e companheiros de jornada acadêmica, profissional.
Quem somos é resultado de uma soma de um pouco de cada pessoa que passa por nós, mas os professores, ah… esses são os que nos ensinaram a aprender.
Nesta reflexão e homenagem, destaco também os pais, os nossos primeiros professores. Aqueles que falam de um mundo imenso lá fora e que, em regra, também nos dizem que vamos desbravá-lo juntos.
Nesta reflexão e homenagem, o sentimento que transborda é a gratidão. E a certeza que vem à tona é a de que todos os que são decididos a buscar o melhor no outro; a reconhecer o esforço que o outro faz para se doar, para evoluir; a incentivar o crescimento; a aplaudir o sucesso de um aluno, de outro mestre, são mais autoconfiantes e mais confiantes na humanidade.
E se há algo que podemos fazer pelo bem comum é estabelecer relações em que a confiança dê o tom das conversas, dos argumentos, das abordagens. Quando somos aptos a confiar, estamos nos entregando por inteiro nas experiências que vivemos e aprendendo mais com elas. Quando confiam em nós, estão nos fazendo sentir enormes, capazes, potentes.
E não é que conversando mais profundamente sobre confiabilidade, segurança, chegamos novamente à figura do professor? Pense em quantas vezes saímos por aí exibindo o nosso conhecimento quando, na verdade, estávamos repetindo cada palavra do que ouvimos dentro da sala de aula… Nem com as fontes nos preocupávamos, nunca duvidávamos da credibilidade daquelas informações. Se o meu professor disse, é verdade!
Professores, obrigada por nos ajudarem a olhar além do que seríamos capazes sozinhos. Feliz dia!



