Como não sofrer com o crescimento dos filhos


“No dia em que saí de casa/ Minha mãe me disse: filho vem cá…/ Passou a mão em meus cabelos/ Olhou em meus olhos, começou a falar”*…

Existe partida sem dor? Existe a possibilidade de manter os filhos sempre crianças? Existe a oportunidade de escolher – ou mesmo definir – o futuro para alguém?

Antes de ler este texto, reflita sobre essas perguntas olhando para a sua história!

Existem (sim!!!) mães, pais, avós, etc… uma legião de pessoas em que um amor incondicional brota com a chegada de um ser humano em sua família e, lógico: um bebê é uma das coisas mais fofas que há neste mundo! É uma fonte de amor inesgotável! Crianças, em especial os filhos, são uma ligação intensa com uma fonte de afeto puro e inexplicável. Por isso, é tão gostoso ter crianças por perto!

Quem não gosta de receber e dar amor? Quem não gosta de cuidar e ser retribuído? Quem não ama ver um pequeno ser se desenvolver e ficar cada vez mais inteligente e esperto? Isso também remete ao amor e, por essa razão, as mães e cuidadores desenvolvem tanto afeto positivo! Isso também mexe com nossas emoções inconscientes: emoções de proteção da nossa infância. Quando cuidamos de um ser humano e temos o amor envolvido, sentimos coisas dentro de nós muito agradáveis, que é o mesmo que estarmos cuidando da nossa infância, da nossa criança, que está sempre viva na nossa mente inconsciente.

Dessa forma, muitas dores emocionais relacionadas aos cuidados como, em especial, da mãe, podem ser afloradas e projetadas na criança sobre a qual se tem “controle”. Esse tipo de situação alimenta uma fome que o estômago não anuncia. É uma fome profunda, muito profunda e desconhecida na maioria das vezes.

Algumas mulheres encontram na maternagem o remédio emocional, ou seja, um amor verdadeiro sobre a vida. Quando uma mulher está com fome desse alimento, a mente inconsciente dela tenderá a buscar e manter esse amor em forma de cuidado, estando sempre por perto. E, quando percebe que o filho já não é mais criança, ou seja, já se tornou independente, ela pode entrar em sofrimento emocional. Esse sofrimento, por sua vez, pode gerar mecanismos de defesa egoica de comportamento de “controle” sobre a vida dos filhos.

Há um medo de ficar sozinha, há um medo de que o filho sofra; porém, medo são situações imaginárias em sua maioria. Não é nada da realidade. Com essas situações, ansiedades são cada vez mais afloradas, podendo desencadear psicopatologias como a depressão.

Como Sair Disso E Deixar Os Filhos Seguirem Seu Caminho?

Saciando essa fome de amor que está na forma inconsciente. É conhecendo o que provoca essa necessidade de querer ter alguém lhe retribuindo afeto incondicionalmente. Isso se dá com o autoconhecimento. Procure ajuda com um profissional da Psicologia para você compreender o que ocorre no campo das suas emoções, que a impede (ou faz sofrer) ao ver que seus filhos precisam seguir o caminho deles.

O amor, quando é excessivo, vira problema e sofrimento para as partes envolvidas e passa a ser “controle” para quem não possui relação saudável com a dádiva de ser mãe! Cuide-se!

*Trecho da música “No dia em que eu saí de casa” interpretada por Zezé Di Camargo & Luciano; compositor: Joel Marques.

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